O momento é este, não há nada que me faça desistir!
Vou mostrar o que valho!
E assim começa.
A gota de suor começa a escorrer. As mãos a tremer. E então duvido: “será que consigo?”.
Continuo, por que nada me vai parar, penso. No segundo a seguir duvido. E continuo a duvidar. E estas dúvidas multiplicam-se e somam-se, esquecemos, assim, o dividir e o subtrair.
Os pontos de exclamação fogem, surgem então os pontos de interrogação. Grandes ou pequenos. Não vem sozinhos. Aparecem as bolas e bolinhas, “sarrabiscos” sem significado.
Para piorar abrotam emoções: desilusão, frustração…tristeza. Sustemos as lágrimas e respiramos fundo.
Então a corda que nos puxa para cima quebra, a partir de agora é sempre a descer: a toda a velocidade e sem piedade.
Acabou.
O momento já passou, não desisti, fui desistindo!
E mostrei o que valho, pouco, muito pouco.
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