terça-feira, 12 de abril de 2011

Buraco de memórias



Não percebia o que tinha corrido mal na minha infância. Toda a gente via aqueles desenhos animados e eu não? Assim durante estes últimos anos recordar a minha infância era embaraçoso, pois não demorava muito para eu admitir: “Eu não via as Navegantes da Lua”.
Perguntavam como era possível, não sabia responder, não me lembrava. Inventei logo uma desculpa: “Quando dava eu estava na escola”. Pareceu-me uma desculpa bastante segura, mas fui logo desarmada, não era que estas “navegantes” davam a todas as horas possíveis e imagináveis! Vivi, então, nestes últimos anos com um buraco nas minhas memórias de infância.
No outro dia a fazer um zapping esbarrei nestas “navegantes”. Ups!
Lembrei-me! Eu não via porque não gostava! Assim o buraco encheu-se de memórias:
Nunca ninguém reparou como a “navegante dos totós” tem uma voz esquisita???

terça-feira, 5 de abril de 2011

I quit :(


O momento é este, não há nada que me faça desistir!
Vou mostrar o que valho!
E assim começa.
A gota de suor começa a escorrer. As mãos a tremer. E então duvido: “será que consigo?”.
Continuo, por que nada me vai parar, penso. No segundo a seguir duvido. E continuo a duvidar. E estas dúvidas multiplicam-se e somam-se, esquecemos, assim, o dividir e o subtrair.
Os pontos de exclamação fogem, surgem então os pontos de interrogação. Grandes ou pequenos. Não vem sozinhos. Aparecem as bolas e bolinhas, “sarrabiscos” sem significado.
Para piorar abrotam emoções: desilusão, frustração…tristeza. Sustemos as lágrimas e respiramos fundo.
Então a corda que nos puxa para cima quebra, a partir de agora é sempre a descer: a toda a velocidade e sem piedade.
Acabou.
O momento já passou, não desisti, fui desistindo!
E mostrei o que valho, pouco, muito pouco.