domingo, 13 de novembro de 2011

"O ser animado"


O “ser animado”… Eu não acho mal. A sério que não. Mas vamos ser sinceros que irrita, irrita.
Não compreendo o “ser animado” porque sim. E quando me dizem “eu sou assim!”, só me ocorre uma pergunta “QUEM?” (e vocês já sabem o que segue…).
“O ser animado” é um bocadinho, deixa cá ver a palavra certa…PARVO.
Tu podes estar animado, estar, não podes ser. Eu muitas vezes (ok, algumas vezes), também, estouestou animada. 
E há muitas razões para se estar animado: quando o FCP é campeão, quando ganhas o euromilhões, quando fumas, bebes… Agora quando não tens nenhuma razão e o dia até está ser uma merda (não há outra maneira de dizer isto) e tu continuas a fazer esses “wouuh” alguma coisa de errado se passa.
E não estejas a olhar, porque não é comigo!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Robin Hood

- Sou de camadas. Construí-me assim. As camadas são minhas, não duvides. Sou assim para ser inatingível. Mas não o sou, admito, mas até sabe bem. Faz me sentir humana. Magoam e deixam cicatrizes, mas eu recupero facilmente. Mas essas setas novas que tens…Robin Hood. Essas magoam muito, destroem as minhas camadas e deixam-me sem forças. A recuperação torna-se mais difícil e dolorosa. 
Por isso peço-te: faz pontaria para outro lado!!

domingo, 31 de julho de 2011

Desalinho (carta)


Não sei por onde começar. Estou indecisa de começo por um “desculpa” ou por um”obrigado”.
Se quem te escrevesse fosse a pessoa que conheces-te a um ano atrás começava por “obrigado”. Sim, obrigado pelos melhores momentos da minha vida. Obrigado por me acompanhares no meu sonho. Obrigado por fazeres parte do meu mundo e por me ouvires. Obrigado por não calares a minha loucura e a minha obsessão.
Mas não sou. Não sei se felizmente ou infelizmente. As pessoas que me conheciam, antes de tudo, dizem “felizmente”. Mas eu não me sinto como me sentia. Não me sinto feliz como me sentia. Aconselharam-me a escrever-te, mas não é o meu género. Não sou pessoa de escrever a pedir desculpa. Não sou pessoa de pedir desculpa. Não sei se é o orgulho.
Mas aqui está o meu pedido de desculpa. Por ter te roubado a vida que tinhas, por levar-te para um mundo imaginário, que devia ser só meu, então desculpa, também, as confissões que te fiz, porque estas deviam ter ficado só para mim. Desculpa o meu desalinho.
Espero que esteja tudo como deve estar.
Assim, pela segunda vez, despeço-me agora com um “desculpa”, calando o “obrigado”.

sábado, 25 de junho de 2011

Perder a ilusão

Não esperava, mas é assim que acontece. É assim que tem que ser para doer mais. Para se sentir: um murro na barriga e uma facad(inh)a nas costas.  Perdemos a ilusão: escapa-nos entre os dedos e cai no chão. O silêncio da queda grita: Desilusão.
Mesmo, que fosse mentira preferia o “Engano dos sentidos ou do espírito que faz tomar a aparência pela realidade”.
Porque: "Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.”

terça-feira, 24 de maio de 2011

Notes


O som não me era estranho, familiar até, de um passado não muito distante. Continuava a fazer se ouvir e interrompia sempre a melhor parte do sonho. Mas eu não percebia donde vinha, não combinava com a praia paradisíaca que via a minha frente. E, assim, continuei por um longo período de tempo a repetir a sequência de imagens da praia, que era interrompida por aquele som…que era mesmo...IRRITANTE.
Desisti então de completar aquela sequência de imagens, e abri os olhos de devagar: uma parede branca, um placard cheio de post it amarelos, uma mala arrebentada pelas costuras, um despertador…num acto muito natural carreguei num botão que brilhava. O som parou, o baralho parou, por um segundo senti que poderia voltar aquela praia paradisíaca, mas foi o segundo mais curto da minha vida, pois uma parede branca, um placard, uma mala e um despertador só significa uma coisa: as férias acabaram.
Saltei da cama, estava atrasada para o primeiro dia de aulas. Fiz uma careta, porquê a mim? Mas não era só mim de verdade, (mas todos nós temos a necessidade de nos vitimizar e às vezes sabe bem) olhei para a cama do lado e a Danna, minha parceira de quarto, já lá não estava. Sinal que me tinha de despachar. Estava atrasadíssima. Vesti as minhas calças de ganga escuras que estavam em cima da cama e procurei na minha mala uma t-shirt vermelha, mas era como encontrar um tesouro dos piratas, por isso decidi vestir o top azul-turquesa que estava no topo da mala. Corri para a casa de banho lavei os dentes e a cara, enquanto calçava as minhas sapatilhas pretas e procurava a minha carteira.  
Durante o caminho para a faculdade vangloriei-me pela rapidez e agilidade, aproveitando sempre para  vitimizar - me pelo facto de estar de novo naquele lugar, às portas da minha faculdade. As portas do inferno, assim está melhor. Entrei para o auditório onde no primeiro dia é feita uma “pequena”, segundo o reitor, apresentação da faculdade e do ano lectivo que se aproxima. Procurei, por entre milhares de pessoas, caras conhecidas. Encontrei algumas que fiz questão de cumprimentar, mas não era aqueles que eu procurava. Procurava a Danna, ou a Adela, ou o Adam, ou o Brad. Procurei-os um a um, mas nada. Encostei-me, então, a parede do fundo da sala para revistar a minha carteira, encontrei o meu telemóvel. Desligado. Voltei, novamente a carteira e encontrei o meu carregador do telemóvel.
Enquanto, saia da sala reparei nalguns alunos que se destacavam pelo entusiasmo, enquanto ouviam o reitor a elogiar a faculdade e a dizer quanto é importante a disciplina e o rigor. Eram caloiros, de certeza absoluta. Dirigi-me, então, para a biblioteca, não eu não masoquista, mas a biblioteca é uma sala revestida de fichas eléctricas e eu precisava de carregar o meu telemóvel. Não foi difícil encontrar uma, coloquei o telemóvel a carregar, mas mesmo assim não consegui liga-lo. Tinha que esperar, e como a funcionária estava a olhar para mim decidi que o melhor seria procurar um livro. Encaminhei-me na direcção de uma estante que estava extravagantemente decorada, notei uma exaltação na funcionária quando me viu a pegar no livro que ocupava todo o móvel.
 Não queria acreditar! Na capa do livro estava a fotografia do meu professor, Mr. Albert, e o título era Queres ser um bom advogado? Eu digo-te como! Não contive uma pequena gargalhada. Sentei-me a foliar o livro, não resisti. As 217 páginas do livro baseavam-se num elogio que o Mr. Albert fez…tentei adivinhar…a ele próprio, a quem mais? Elogiava-se por ser um óptimo advogado, um extraordinário advogado. A parte em que ele explica como ser um bom advogado é que faltou ao livro. Mas nada que eu não estivesse habituada, afinal ensinamentos foi o que faltou nas aulas do Mr. Albert o ano inteiro.
-Hum, hum…posso? – desviei o olhar do livro. Era um rapaz um pouco mais velho, devia frequentar o 4º ano. Tinha o cabelo castanho claro e os olhos verdes. Nunca o tinha visto, infelizmente.
-Podes. – respondi. Ele sentou-se na minha mesa e perguntou:
-És aluna do Mr. Albert?
-Sim, fui o ano passado, e com o azar que me persegue vou voltar a ser. - revirei os olhos. Ele deu uma pequena gargalhada.
-Eu sou novo aqui, podes me descrever que como eram as aulas? – novo?! Bem me parecia.
- Com um mau professor, convencido e presunçoso só podes ter um tipo de aulas: BAH! Se tiveres a tempo de anular a cadeira, não hesites. – Ele sorriu e disse:
-Ok, obrigado. Vou indo. – Será que fui muito antipática, se calhar não devia ter dito as coisas desta maneira. Ele levantou-se, mas eu não resisti:
-Onde vais? – Reparei que ele ficou surpreso pela minha pergunta, mas respondeu:
-Para o auditório. Vemo-nos por aí. – Virou-me costas.
- “Vemo-nos por aí”? – sussurrei.
Fechei o livro e foi tentar ligar, outra vez, o meu telemóvel. Finalmente consegui. Tinha 3 chamadas não atendidas e uma sms : “ ‘Tamos na praia.”. Tratei logo de responder a mensagem: “Vemo-nos por aí.”

terça-feira, 12 de abril de 2011

Buraco de memórias



Não percebia o que tinha corrido mal na minha infância. Toda a gente via aqueles desenhos animados e eu não? Assim durante estes últimos anos recordar a minha infância era embaraçoso, pois não demorava muito para eu admitir: “Eu não via as Navegantes da Lua”.
Perguntavam como era possível, não sabia responder, não me lembrava. Inventei logo uma desculpa: “Quando dava eu estava na escola”. Pareceu-me uma desculpa bastante segura, mas fui logo desarmada, não era que estas “navegantes” davam a todas as horas possíveis e imagináveis! Vivi, então, nestes últimos anos com um buraco nas minhas memórias de infância.
No outro dia a fazer um zapping esbarrei nestas “navegantes”. Ups!
Lembrei-me! Eu não via porque não gostava! Assim o buraco encheu-se de memórias:
Nunca ninguém reparou como a “navegante dos totós” tem uma voz esquisita???

terça-feira, 5 de abril de 2011

I quit :(


O momento é este, não há nada que me faça desistir!
Vou mostrar o que valho!
E assim começa.
A gota de suor começa a escorrer. As mãos a tremer. E então duvido: “será que consigo?”.
Continuo, por que nada me vai parar, penso. No segundo a seguir duvido. E continuo a duvidar. E estas dúvidas multiplicam-se e somam-se, esquecemos, assim, o dividir e o subtrair.
Os pontos de exclamação fogem, surgem então os pontos de interrogação. Grandes ou pequenos. Não vem sozinhos. Aparecem as bolas e bolinhas, “sarrabiscos” sem significado.
Para piorar abrotam emoções: desilusão, frustração…tristeza. Sustemos as lágrimas e respiramos fundo.
Então a corda que nos puxa para cima quebra, a partir de agora é sempre a descer: a toda a velocidade e sem piedade.
Acabou.
O momento já passou, não desisti, fui desistindo!
E mostrei o que valho, pouco, muito pouco.

quinta-feira, 31 de março de 2011

me

Por onde começar?
Não, que eu tenha muito para contar, aliás tenho muito pouco. Nada a dizer, mesmo.
Ok, tenho algumas coisas a dizer, mas temos tempo.
Vamos com calma!
Um passo de cada vez?
Pronto, então fica combinado.
Eu tenho um blog, isso quer dizer que eu sei escrever?
Se for assim é melhor desistir agora. JÁ!
Eu tenho um problema…grave: letras, conjuntos de letras, e conjuntos de palavras. Não são o meu forte, nunca o foram. E provavelmente não o vão ser.
Mas, eu tenho outro problema: ideias, muitas ideias e poucas ideias.
Elas surgem, assim, todas ao mesmo tempo e escapam da mesma maneira. São mesquinhas e irritantes um tanto ou pouco persistentes e desistentes.
Então, sim, tenho muita coisa para dizer. Muitos mundos para vos mostrar.
Admito: sou uma personagem de todos os filmes que vi, participo em todos os livros que li. Mudo-lhes ligeiramente e às vezes totalmente a história, e já está. É simples.
Porquê um blog, agora?
Porque eu sou uma cópia imperfeita. Uma imitação rasca (e à rasca) de um mundo a meio tom onde reinam sorrisos a aguarela.
Imito-vos porque vocês são minhas amigas e …hum… e chega!
Sim, sou um “macaquinho de imitação” e depois?